Anderson Silva e Nick Dias se defendem do antidoping

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Anderson Silva nega ter usado anabolizante

O lutador brasileiro Anderson Silva terá sua primeira oportunidade de esclarecer as circunstâncias de seu exame antidoping positivo pré-luta contra Nick Diaz nesta terça-feira. O ex-campeão dos pesos-médios do UFC é esperado na reunião mensal da Comissão Atlética do Estado de Nevada (NSAC na sigla em inglês) para uma audiência informativa sobre o teste surpresa realizado em 9 de janeiro, que apontou a presença dos esteroides drostanolona e androsterona em seu organismo.

A agenda oficial da reunião, programada para ter início às 13h locais (19h no horário de Brasília), inclui um pedido de suspensão temporária contra o Spider. A presença física do lutador não é obrigatória, mas ele e/ou seus representantes legais foram chamados para defender seu caso. O julgamento de Anderson Silva, porém, só deve acontecer numa reunião posterior, em março ou abril.

A princípio, a audiência desta terça-feira trata apenas do exame antidoping realizado no dia 9 de janeiro, mas pode ser alterada para incluir também explicações sobre os exames realizados no dia 19 de janeiro, no qual Anderson Silva passou limpo, e após a luta, em 31 de janeiro. Neste exame, Spider foi novamente pego com substâncias proibidas, segundo apurou o Combate.com, mas o resultado ainda não foi divulgado oficialmente pela NSAC.

O Combate.com acompanha a reunião em Tempo Real, com informações direto de Las Vegas, a partir de 18h45 (horário de Brasília). A audiência de Anderson Silva é o 38º item da agenda. Logo antes, seu adversário no UFC 183, Nick Diaz, também será ouvido. Ele foi flagrado com metabólitos de maconha no organismo em seu exame antidoping pós-luta. Outros lutadores do UFC que serão ouvidos pela NSAC são Hector Lombard, flagrado por uso de DMT (desoximetiltestosterona) em sua luta contra Josh Burkman no UFC 182, em 3 de janeiro, e Ashlee Evans-Smith, que teria sido flagrada por uso de diurético em sua luta contra Raquel Pennington no UFC 181, em 6 de dezembro de 2014.

ENTENDA O CASO

Anderson Silva passou por três exames antidoping em 2015: em 9 e 19 de janeiro (ambos exames surpresa antes de sua luta contra Nick Diaz) e em 31 de janeiro (após a luta no UFC 183, previsto e obrigatório). O primeiro exame, no dia 9, deu resultado positivo para uso de drostanolona e androsterona. O segundo, no dia 19, deu resultado negativo. O resultado do exame pós-luta, do dia 31, ainda não foi divulgado oficialmente.

Anderson tem o direito de pedir a contraprova de seus exames positivos, mas paga do próprio bolso pela sua realização. Até a última sexta-feira, 13 de fevereiro, a Comissão Atlética de Nevada ainda não tinha recebido o pedido formal de contraprova do primeiro teste realizado no lutador, em 9 de janeiro. Justamente por isso, a pauta da reunião desta terça-feira pede a suspensão temporária de Spider, devido ao uso de anabolizantes esteróides apontado em seu primeiro teste surpresa solicitado pelo órgão.

O lutador, no entanto, tem até o dia 03 de março para requisitar a contraprova deste primeiro exame. Se ele solicitar e o teste der negativo, Anderson estaria inocentado até a divulgação do resultado do exame do dia da luta. Porém, se Spider testar positivo neste último exame, e a contraprova confirmar o resultado, ele pode receber suspensão de nove meses a um ano, além de perder uma porcentagem da bolsa da luta e ver o resultado ser alterado para “No Contest” (luta sem resultado).

A perda dos bônus relativos à participação nas vendas de pay-per-view – que somam a maior parte dos rendimentos dos atletas que têm essa cláusula no contrato – depende do UFC. A Comissão Atlética pode reter apenas o valor declarado como bolsa da luta pelo UFC – que no caso foi de US$ 600 mil, mais US$ 200 mil em caso de vitória.

Por conta do resultado positivo no teste do dia 9 de janeiro, Anderson Silva foi retirado da função de treinador no reality show “The Ultimate Fighter Brasil 4 – Em Busca de Campeões”, que está sendo filmado em Las Vegas. A NSAC regulamenta as lutas do programa e exige licença tanto do atleta que participa do reality show quanto dos treinadores que fazem parte de seu córner. Como Spider seria o principal treinador do córner de seu time, a organização vetou a sua continuação no programa.

Fonte: G1

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