Dicas para combater a obesidade infantil

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A pesquisa Vigitel (Vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico) 2012 mostra que 51% da população com mais de 18 anos está acima do peso ideal. Em 2006, o índice era de 43%. Entre os homens, o excesso de peso atinge 54% e entre as mulheres, 48%. Apesar da pesquisa não incluir casos de obesidade infantil, é importante ficar atendo com a saúde das crianças.

O número de crianças obesas tem crescido nos últimos anos. É preciso alertar para o fato de que é em torno dos dois anos e meio que se definem o número de células gordurosas de uma pessoa adulta. Os pais são os responsáveis pela escolha do alimento a ser oferecido para a criança. Ela não tem conhecimento sobre o que faz bem ou mal. Pede o que gosta.Sem controle, a obesidade infantil pode ser fatal. É um mal que provoca, ainda na infância, problemas de coluna, nas articulações, fere a autoestima e leva à rejeição social.

A obesidade na infância pode também desencadear doenças graves como:

  •  Apneia do sono: Faz a criança acordar à noite com sensação de sufocamento. Causa sono superficial e prejudica o rendimento escolar.
  • Pressão alta: Encontrada até em crianças de 7 anos. Aumenta o risco de infarto e derrames. Inchaço no coração: Hipertrofia ventricular, causada pela obesidade. Aumenta o risco de infarto.
  • Asma: É agravada pelo excesso de peso. Muitas crianças asmáticas melhoram só porque emagreceram.
  •  Gordura no fígado: Compromete o funcionamento do órgão. Em longo prazo, favorece a cirrose.
  •  Pedras na vesícula: Provocam dores abdominais intensas e podem causar pancreatite.
  •  Doença do refluxo: Ácidos do estômago escapam e queimam o esôfago. Na idade adulta, predispõem a câncer de esôfago.
  • Ovários policísticos: Nas adolescentes, podem provocar alterações na menstruação, liberação de hormônios masculinos e infertilidade.
  •  Resistência à insulina: O corpo não regula corretamente os níveis de açúcar no sangue. Pode virar diabete tipo 2.
  •  Diabete tipo 2: Antes doença da meia-idade, agora aparece em adolescentes. Reduz a expectativa de vida entre cinco e dez anos.
  •  Problemas nos ossos: O excesso de peso entorta os ossos das pernas para fora.
  •  Hormônios alterados: O cortisol, liberado em excesso, favorece a hipertensão, a diabete e a osteoporose.
  •  Colesterol e triglicérides: Índices elevados já aparecem em crianças de 5 anos. Podem levar a doenças cardíacas e derrame cerebral.
  •  Pé chato: Favorecido pelo excesso de peso.

Os alimentos estão divididos em três grupos. Combinados em todas as refeições, constituem uma alimentação equilibrada.

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Para uma alimentação saudável:

BOM SENSO:
Equilíbrio significa fazer um balanço do que você precisa e do que gosta de comer. Sua alimentação deve ser normalmente assim. SEMPRE:
Preferir os alimentos que tem alto valor nutritivo. A lista: arroz integral, feijão, ervilha, aveia, macarrão com molho de tomate, cereais integrais, leite semi desnatado, todas as frutas, verduras, peixes, frangos e carnes magras grelhadas ou assadas, sopa de legumes.

DE VEZ EM QUANDO:
Alimentos que têm excesso de gordura, açúcar ou sal. Por exemplo, macarrão com queijos, pizza, panquecas recheadas, tortas de legumes, pastelões, queijos processados (lanche, provolone, etc.).

RARAMENTE:
Alimentos calóricos, como os refrigerantes, tortas de queijos, batatas fritas, cheeseburger, bacon, presuntos gordos, embutidos em geral, waffle c/calda de chocolate, biscoitos recheados, croissant, bolos e tortas c/cremes, lasanha, feijoadas, doces em geral, chocolates, amanteigados, massa folhada, pastéis.

Aqui o comentário sobre alguns tipos de alimentos:

Junk Food: significa menos nutrientes, mais calorias. Refeições à base de salgadinhos, cheeseburger com maionese, refrigerantes, sorvetes estão absolutamente fora dos percentuais de uma dieta saudável. As Junk Foods têm muito mais gorduras, açúcar e menos nutrientes do que deveriam. Pior do que isto tem muitos aditivos para conservar sua qualidade.

Açúcar: se você come doce em jejum, o açúcar chega ao sangue em três minutos, vira energia imediatamente. (glicose) Isto significa que com a mesma rapidez que entra, sai. A carência de açúcar também não é o ideal, mas deve-se deixar os doces (açúcares simples) para ocasiões especiais. Isso pode ocorrer por falta de alguns nutrientes.

Jejum: É errado se entupir de comida hoje e amanhã tentar compensar com um dia sem comer nada. Depois do jejum, você vai ficar com fome, e vai devorar tudo o que vier pela frente. Para emagrecer, precisa disciplina, comer alimentos certos, horários certos, quantidades fracionadas. É bom entender que quem fica longos períodos sem comer esvazia suas reservas energéticas. Assim, a proteína, que é um alimento construtor, vai cumprir a função de energético, transformando o metabolismo em uma desordem, e em longo prazo, desregulando o organismo.

DICAS:

  •  Determine os horários das refeições, para evitar “beliscos a toda hora”;
  • Coma devagar os alimentos mastigando-os bem, comer rápido, geralmente proporciona comer além do que é necessário;
  • Não coma vendo TV ou realizando outra atividade, pois diminui a capacidade de registrar o que se está ingerindo;
  • Evite o consumo de líquidos durante a refeição, para facilitar o processo digestivo;
  • Se possível mande para o lanche escolar frutas, sucos, biscoitos com pouca quantidade de gordura, pães com recheios saudáveis, barras de cereal, etc.; ·.
  • Separe as porções de alimentos. Não se deve dar o pacote de salgadinho ou o pacote de bolacha inteiro e sim a porção que pode ser consumida;
  •  Adoçantes, cuidado! Alimentos light X diet (light = redução de calorias, açúcares e gorduras) (diet = isento de algum nutriente). Para usá-los procure um nutricionista, verifique se 1 criança pode usar esse tipo de alimento ou produto.
  • Aumento de atividade física vai ajudar no gasto diário, facilitando a mobilização da gordura corporal. Procure atividades que deem prazer e motivação para criança;
  • Devido ao excesso de peso, a criança obesa não deve fazer exercícios físicos que causem impactos em seus membros inferiores, evitando assim lesões articulares e ortopédicas;
  • A composição de uma dieta ideal no almoço e/ou janta, deve ser de: salada como entrada; carne, arroz, feijão, vegetal refogado ou seus substitutos;
  • Inclua no seu cardápio diário alimentos variados, pois quanto mais variada à alimentação, menor o risco de faltar algum nutriente; quanto mais colorida, melhor;
  • Utilize pouco sal; o sal em excesso prejudica os rins e o coração;
  • O preparo do ovo deve ser pochê, cozido em água ou mexidos;
  • Coma alimentos integrais, como arroz integral, pão integral, aveia, massas integrais ao invés de arroz branco, pão de leite, entre outros; utilize os vegetais e frutas na sua forma integral, ou seja, com casca (bem lavadas), sucos não coados, vegetais crus, etc.;
  • Procure comer diariamente feijão, lentilha, grão de bico, ervilhas; esses alimentos são ricos em fibras e ferro;
  • Tome líquidos de preferência nos intervalos das refeições, podendo ser água, sucos da fruta, chás sem açúcar, água de coco;
  • Tenha sempre em casa alimentos de baixas calorias. Assim você não opta por doces e salgadinhos na hora da fome;
  • A troca de hábitos alimentares deve ser gradual. Se você tentar modificar drasticamente a sua alimentação (por exemplo, nunca mais comer batatas fritas) não vai conseguir e irá se sentir frustrado.

 

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Algumas formas de reverter à obesidade infantil:

Cortar calorias nas refeições – os pais não devem superalimentar seus filhos à mesa. Se o cardápio é sempre muito calórico, talvez seja hora de repensar os hábitos alimentares da família em benefício da criança. Estudos comprovaram que os hábitos alimentares dos pais contribuem para o desenvolvimento da obesidade em crianças em idade escolar. Não ofereça doces como prêmio por bom comportamento. Limitar os lanchinhos- Quantificar a oferta de “guloseimas” em seus armários. A criança dificilmente aceitará frutas ao ter biscoitos e outras massas ao seu alcance. Não mande salgadinhos industrializados, refrigerantes, biscoitos recheados ou chocolates na lancheira. Limitar Fast-foods – os pais devem reduzir gradativamente as saídas para lanchonetes e outros Fast-foods.
Introduzir atividades físicas – a atividade física é indispensável para a criança queimar calorias reduzindo seu excesso de gordura. Redução do tempo de TV – Estudos têm mostrado a relação direta entre assistir TV e a obesidade infantil. Não deixe que a criança passe muitas horas diante da TV. A média nacional são três horas e meia. Amamentação – Estenda o período de aleitamento materno ao máximo. Isso reduz o risco de obesidade por vários anos consecutivos.
Comer na hora certa – Na medida do possível, ensine a criança a comer frutas, verduras e legumes. Acostume a criança a comer nas horas certas – seis refeições por dia – e mantenha a rotina.

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POR:  Viviane Reis  – Nutricionista clínica, especialista em esportiva, funcional e nutrigenômica.

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