Greve dos professores atinge mais de seis estados no Brasil

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BRASIL (BDCi) –-Nos meses de maio e junho, professores de seis estados do Brasil entraram em greve reivindicando melhores salários.

Amapá, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Santa Catarina estão paralisados e a adesão continua.

A remuneração de um professor com nível médio deve ser de R$ 1.187 para uma jornada de 40 horas, de acordo com a lei de piso do magistério e o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF). Os demais níveis são pagos de acordo com os planos de carreira de cada governo.

Estado de greve já foi declarado nos estados do Maranhão e do Espírito Santo e a paralisação também não é descartada em Goiás e Amazonas.

No Amapá, o Sinsepeap foi recebido pelo governador Camilo Capiberibe no dia 16 de junho.

No estado, o salário-base para professor do ensino médio é de R$ 1.053,83 por uma jornada de 40 horas semanais.

Há interesse em acabar com a greve, mas o estado foi assumido com muitas dívidas e o governo disse que não pode se comprometer com algo que ainda não pode cumprir.

No Mato Grosso, a principal reivindicação é a aplicação imediata do piso. O salário-base atual é de R$ 1.248,68 para professores de nível médio com jornada de 30 horas semanais.

Outra reivindicação é a contratação de concursados já que mais de 50% dos docentes da rede têm contrato temporário.

O governo apresentou três propostas e as negociações continuam.

Em Minas Gerais, eles pedem o fim do sistema de subsídios implantado em janeiro de 2011 e a adoção do piso salarial de R$ 1.597,87, valor calculado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação – CNTE.

O sindicato disse que ainda não houve acordo com o governo. E este afirma que não houve procura do sindicato para negociações.

No Rio de Janeiro, professores e funcionários administrativos reivindicam aumento de 26%; a incorporação de gratificações e a regulamentação do plano de carreira do setor administrativo.

O Sepe-RJ declarou que o estado é o que menos gasta com funcionários e espera-se uma resposta oficial do governo até dia 15 de julho.

Uma passeata está marcada para a próxima terça-feira, dia 05, às 9 horas, saindo do Largo do Machado, zona sul, até o Palácio Guanabara.

No Rio Grande do Norte, a greve começou na primeira semana de maio e teve adesão de 90%. De acordo com dados do governo, por uma jornada de 30 horas semanais, os professores com nível médio recebem R$ 664,33.

A proposta do governo foi equiparar o salário do professor com nível médio ao piso nacional a partir de junho e aumentar os outros níveis de setembro até dezembro. Mas a categoria não concorda com essa decisão.

Em Santa Catarina, a aplicação do piso, a realização de concurso público, a regularização da situação dos ACTs (professores admitidos em caráter temporário) e investimentos em infraestrutura nas escolas são as reivindicações da categoria.

Segudo o governo, cerca de 65% das escolas estão paralisadas. Mas o Sinte afirmou que esse número chega a 92% de adesão.

Desde o dia 27 de junho, cerca de 47 professores estão acampados em frente à Secretaria de Educação, em Florianópolis.

Eduardo Deschamps, secretário-adjunto da Secretaria de Educação de SC, disse que os professores com formação de nível médio passarão a receber salário-base de R$ 1.187 e que os de nível superior receberão entre R$ 1.380 e R$ 2.317.

O governador Raimundo Colombo se reuniu com o comando de greve hoje e as propostas ainda estão sendo analisadas pela categoria.

Por Ana Paula Silvani
Ana Alice Bueno e Luciane Paula Pivetta também colaboraram
Fonte: GLOBO.COM – REDE BRASIL ATUAL – SINTE
Foto: Ana Alice Bueno
03 de Julho de 2011
9:00 p.m. PDT

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