Metade das famílias de SP está endividada, diz pesquisa

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de Exame

São Paulo – O número de famílias endividadas na cidade de São Paulo cresceu 1% em julho, em relação ao mês anterior, atingindo 1.795.807 residências, segundo pesquisa divulgada hoje (5) pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

Com isso, a proporção de endividados subiu de 49,6% para 50,1%.

Na comparação com o resultado de julho do ano passado, houve redução de 6,9 pontos porcentuais.

À época 57% das famílias paulistanas tinham algum tipo de dívida.

Segundo os economistas da entidade, apesar de pequena, a alta mensal preocupa em razão dos indicadores econômicos – inflação em curva ascendente, aumento dos juros ao consumidor e menor crescimento da renda das famílias.

Atualmente, portanto, as dívidas recém-adquiridas estão mais caras e as condições de pagamento menores, ressaltam os economistas.

Em relação ao recuo ante o mesmo período do ano passado, a entidade avalia que o motivo principal pode ser a cautela dos consumidores diante do cenário de incertezas que se arrasta desde o fim do ano passado.

O levantamento da FecomercioSP mostra que quatro em cada dez famílias endividadas têm sua renda comprometida para mais de um ano.

O restante se divide em partes relativamente iguais entre comprometimento da renda por períodos de um semestre a um ano, de três a seis meses e de até três meses.

A maior parte das famílias com dívidas (49%) tem entre 11% e metade da renda mensal comprometida.

Em seguida aparecem as que estão com o orçamento doméstico comprometido em até 10%.

Neste segmento o percentual de endividados chega a 28,2%.

Em situação mais grave, com parcelas de financiamento que somam mais da metade da renda, estão 20,1% do total.

As faturas de cartão de crédito são o principal meio para contratação de dívidas no país (69,2%).

Em seguida aparecem os financiamentos de veículos (19,7%), os carnês (15,4%), as linhas de crédito pessoal (12,9%) e os financiamentos imobiliários (12,2%).

O cheque especial (7,1%) e o crédito consignado (4,5%) completam a lista.

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