O mundo se une contra a matança de golfinhos

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RIO DE JANEIRO (BDCi) — Este 22 de fevereiro torna-se um marco histórico para o ativismo a favor da abolição da escravidão animal, pois, trata-se de 41 cidades espalhadas em 5 continentes, em horário simultâneo se manifestando contra a chacina de golfinhos em Taiji, Japão . Este é o evento internacional Global Challenge iniciado por Shona Lewendon, na Escócia.

 

O Brasil se fez representar pelos estados do Rio de Janeiro, Porto Alegre, São Paulo e Belo Horizonte, todos os manifestantes se concentraram em frente aos Consulados do Japão de seus estados.

 

Quem trouxe o rally para o Brasil foi a escocesa Shona Lewendon que entrou em contato com Adriana Greco, ativista vegana e voluntária do Sea Shepherd – ONG dedicada à conservação marinha, investigar documentar e intervir para expor e confrontar atividades ilegais em mar alto – e Lilian Cantafaro, uma apaixonada por golfinhos.

 

“O real motivo da chacina é ocultar o tráfico de golfinhos bottlenose para os dolfinários onde serão mais tarde exibidos fazendo gracinhas.

Cada animal chega a custar de 100 a 120 mil dólares neste processo de revenda, mantido pela máfia japonesa, com a complacência do governo local e nacional.

Cerca de metade destes animais morre durante o processo de subjugação, onde os privam de sua alma e liberdade.

Treinadores ocidentais estão presentes no local, selecionando quem vive e quem será chacinado.

Salvam-se apenas os bottlenose, que muitos ainda querem ver se exibindo, ignorando o massacre que financiam com o preço do ingresso que compram.

Todos os demais são assassinados, impiedosamente e de forma hedionda. Diz Norah André, fundadora do movimento Cadeia Para Quem Maltrata os Animais e apoiadora do evento.

 

Este movimento internacional se une também contra a caça ilegal de baleias pelo Japão em seu Santuário na Antártida e manifesta o seu repúdio a escolha do Japão como país sede das Olimpíadas de 2020.

 

A data deste manifesto foi estrategicamente escolhida por Shona e antecede em cerca de 10 dias a visita do comitê olímpico em 04 de março, para inspeção e possível escolha do país como anfitrião das Olimpíadas, em Tokyo.

 

“Ao nos dirigirmos à IOC, pretendemos fazer com que o país encerre estas práticas em caráter definitivo, uma vez que são contrárias às necessidades de preservação mundialmente reconhecidas, de espécies marinhas em risco de extinção.” esclarece Norah.

 

Ativistas japoneses estão se manifestando contra a caça de golfinhos e baleias em seu país e por isso sofrem represálias de grupos associados aos baleeiros.

 

As baleias são mortas em seu Santuário, violando tratados internacionais e águas territoriais de outros países, com escolta armada.

 

Para tanto utilizam verbas públicas milionárias, em desacordo com a população de um país que enfrenta há meses grave recessão econômica.

 

O sequestro dos golfinhos se faz da seguinte forma: grupos inteiros de diversas espécies são cercados por barcos que os deixam atordoados, encerrados em redes na enseada, são amarrados por suas cudas para que ali sejam chacinados. Enfiam uma vara de metal em seus orifícios respiratórios, próximo à sua medula espinhal, o que os deixa inteiramente paralisados e em lenta agonia.

 

Os golfinhos são capturados quando passam pelo Japão em sua rota de migração, para abate e comércio para cativeiros, parques aquáticos do tipo Sea World.

 

A temporada de caça acontece na pequena cidade de Taiji, se inicia em primeiro de setembro e vai até 31 de março. Mais de 2000 deles são massacrados por ano.

Eles são separados de suas famílias depois de presenciarem o massacre das mesmas e são transportados em condições sub-humanas para o mundo todo.

 

O foco do ativismo mundial é chamar a atenção das pessoas para a crueldade para com os animais, vítimas inocentes de um mundo onde o poder financeiro prevalece sobre a própria manutenção da flora e da fauna do planeta.

 

 

Por Cibele Clark

 

 

Fotos: Cibele Clark

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