Pinheiros derrota o Xalapa e briga pelo bi das Américas

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Pinheiro vence Halcones Xalapa do México pela Copa das Américas

Atual campeão, o Pinheiros irá lutar pelo inédito bicampeonato consecutivo da Liga das Américas. Na abertura do Final Four da “Libertadores do basquete”, no Ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, os paulistas encontraram resistência, mas derrubaram o desfalcado Halcones Xalapa, do México, por  85 a 72 (44 a 43 no primeiro tempo) e carimbaram seu lugar na decisão da competição, que acontece neste sábado, às 21h15m, contra Flamengo ou Aguada-URU, que jogam ainda nesta sexta-feira.

Favorito, o Pinheiros não teve facilidade no primeiro tempo. Marcando individualmente o cestinha Shamell, os mexicanos chegaram a estar à frente em alguns momentos e só abaixaram a guarda no terceiro quarto, quando anotaram apenas 12 pontos. Foi aí que os brasileiros deslancharam, abriram frente de dez pontos, e então passaram a comandar o duelo, mesmo com as vaias da barulhenta torcida do Flamengo, que aos poucos chegava para a outra semifinal. Com um segundo tempo irrepreensível, Shamell foi o cestinha do jogo com 27 pontos, e ainda pegou sete rebotes e deu três assistências. Gilder foi o destaque do Halcones, com 23 pontos.

– O começo do jogo foi devagar. O formato do torneio é diferente, e o jogo ficou mais duro em quadra. Fizemos um bom primeiro tempo, mas no segundo tempo o time relaxou. Abríamos cinco, sete pontos de vantagem, e parávamos. Precisávamos segurar um pouco mais o jogo. Eu também me segurei um pouco. Depois, no segundo tempo, soltei meu jogo e as coisas aconteceram. Mas o mais importante foi conseguir essa vitória e ir até a final – frisou o ala Shamell.

Na final da Liga das Américas pelo segundo ano seguido, o técnico Cláudio Mortari destacou a emoção de passar pela partida desta sexta.

– Quando você tem um quadrangular, você pode perder o primeiro jogo. E depois se recuperar. Agora não. Ou eu sorrio, ou eu choro. Você sai do seu emocional. Jogamos contra uma equipe que nós tínhamos bastante referência. Mas nunca tínhamos visto jogar. Conhecíamos as peças, tínhamos as informações, mas não sabia como eles se comportariam. Acho que estamos de parabéns e chegamos a mais uma final, o que é muito difícil e importante – disse Mortari, que parou a coletiva no meio, parecendo que iria desmaiar de tanta emoção.

O jogo

O Pinheiros teve a primeira bola. E Shamell não encontrou nem o aro no arremesso para três. Com o MVP da última Liga das Américas bem marcado, Joe Smith chamava a responsabilidade na condução dos paulistas. Do outro lado, o Halcones Xalapa tinha dificuldades com a marcação por zona de Claudio Mortari. Com quatro minutos do primeiro quarto, o Pinheiros vencia por 8 a 5 com Alonso Noe acertando um chute perfeito da linha dos três.  Aos poucos, os mexicanos passaram a “matar” mais bolas, como a do ala-pivô Gilder e o ala Alonso Noe, trazendo o jogo para 14 a 13 e pressionando o Pinheiros, que colocava Babby em quadra. Nas arquibancadas, ainda vazias, a torcida do Flamengo pendia para o Xalapa e vaiava as posses de bola dos paulistas, que ficaram pela primeira vez atrás do placar com 17 a 15 em bola de Mendez faltando 2min30s para o fim do quarto. No último minuto, porém, mais equilibrado, o Pinheiros conseguiu voltar a frente com uma bandeja de Jonathan e fechou o quarto em 21 a 17.

O segundo quarto começou com a torcida do Flamengo chegando aos poucos ao Maracanãzinho. E já com bandeiras e surdos nas arquibancadas, quem acordou de vez foi o time do Xalapa. Ponto a ponto perseguindo o Pinheiros, os mexicanos não davam espaço para Shamell aparecer ofensivamente. O ala inclusive, Com duas mexidas na equipe, Valdeolmillos trouxe para quadra Harris e Franco, e com metade do quarto virava o jogo com Gilder, em mais uma bola de três: 31 a 30. Vindo do banco, Bábby aparecia bem no garrafão ofensivo do Pinheiros, como nos quatro pontos seguidos que fizeram os paulistas novamente liderarem o placar, em 37 a 36. O Xalapa, porém, não abaixava a guarda, e com a transição rápida da defesa, “matou” mais uma bola de três com Noe Alonso. Com as equipes se alternando à frente do placar, o Pinheiros foi para os vestiários ao fim do primeiro tempo vencendo por apenas um ponto: 44 a 43.

O começo do terceiro quarto manteve o mesmo panorama. Do lado do Xalapa, Adam Parada dava trabalho debaixo do garrafão. Com quatro minutos do quarto jogados e o confronto amarrado, o placar ainda marcava 53 a 48 para o Pinheiros. Mortari mantinha em quadra Humberto na armação do time e Shamell, vigiado de perto por Harris, começava a brilhar. Na segunda metade do período, os mexicanos diminuíram o ritmo, erraram muito ofensivamente e deram terreno para o Pinheiros, que com bola de Jonathan trouxe a vantagem para sete pontos, em 57 a 50, faltando 3min42seg para o fim do quarto. Exigindo mais de si, Shamell acertou sua primeira bola de três, manteve os paulistas na frente e fez gestos para o banco de reservas, meio que chamando a responsabilidade do duelo e abrindo a maior vantagem do jogo até o momento: 62 a 52 e 66 a 55 ao fim do terceiro período.

Sem ter o jogo definido a seu favor, Shamell chamou a responsabilidade e passou a ditar o ritmo dos paulistas na armação das jogadas. Mesmo muito marcado, o americano conseguiu distribuir os passes e converter bolas. Valentes, os mexicanos não desistiam, mesmo com suas limitações de peças de reposição.  Passada a metade do quarto, com onze atrás do placar, o Halcones começou a forçar alguns arremessos. A situação só não foi pior porque os paulistas também erravam ataques por falta de tranquilidade. A vantagem na casa dos dez pontos se sustentou até o final, dando ao atual campeão da Liga a chance do feito inédito do bi consecutivo.

Escalações

Pinheiros:  Shamell, Jonathan, Morro, Rafael Mineiro e Joe Smith. Entraram: Bábby, Toyloy, Humberto, Bruno Mortari e Bambu. Técnico: Claudio Mortari.

Halcones Xalapa: Valdez Mendez, Meza, George Gilder, Adam Parada e Noe Alonso. Entraram: Ibarra, Harris, Franco e Estrada. Técnico: Sergio Valdeolmillos

Fonte: G1

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