Revolta, confusão e choro na educação de Santa Catarina

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SANTA CATARINA, BRASIL (BDCi) – A aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLC), na Assembléia Legislativa de Santa Catarina (ALESC), causou revolta entre os professores.

A votação aconteceu na quarta-feira (13) e aprovou o projeto que concede o piso nacional de salário aos professores estaduais.

Cerca de dois mil educadores participaram da sessão, e assim que o projeto passou pelas comissões todos sabiam que não haveria mais chances de barrar as propostas. Muitos deles sentaram no chão e choraram, exaustos.

O corredor de entrada da ALESC parecia um campo de batalha perdida quando o projeto passou pela Comissões de Finanças, Trabalho e Constituição e Justiça. Policiais e o BOPE faziam a segurança do local. As informações são do jornal RBS.

Janete Miranda, professora de Sociologia há 21 anos, disse que tem duas graduações e uma pós-graduação, e ganha pouco mais de dois mil reais aos mês. Com essa aprovação, os vencimentos dela serão diminuidos.

A educadora também afirmou que foi agredida por um policial e chorava muito ao dizer que acabaram com a educação catarinense.

Após 57 dias de greve e 25 dias de acampamento em frente à Secretaria de Educação, o abatimento geral era explícito. Mesmo assim, o comando de greve convocou uma reunião e assembléias regionais para a manhã de hoje (14) e, oficialmente, a greve ainda não acabou.

Há a possibilidade da bancada do PT entrar com uma ação na Justiça para questionar a manobra do governo. No entanto, o presidente da Assembléia, deputado Gelson Merísio, afirmou que tudo está em conformidade com a legislação.

A partir de sexta-feira (15), os deputados estaduais de SC entram em recesso.

Por: Ana Paula Silvani
Fonte: CLICKRBS
14 de Julho de 2011
12:00 p.m.

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