Tupiniquim na terra do beisebol

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LOS ANGELES, CA (BDCi) – Quando se fala em beisebol, logo vem a mente os grandes times americanos com White Sox, Angels, SF Giants entre outros.  Entretanto, o Brasil também é representado nessa modalidade, porém com pouco destaque devido a grande paixão dos brasileiros pelo futebol e recentemente pelo MMA.

ENRIQUECENDO SEU CONHECIMENTO

O Brasil tem uma seleção  que compete a nível internacional, representando o país  na World Baseball League, o equivalente a uma copa do mundo, do beisebol.  A participação do Brasil no WBC foi histórica. A seleção venceu o tradicional Panamá nas eliminatórias, o que pode ser considerado “uma zebra” no esporte. Mas infelizmente não conseguiu o mesmo resultado jogando contra os tradicionais times do Japão, China e Cuba.

Foto: Facebook Pessoal do Atleta

Foto: Facebook Pessoal do Atleta

A equipe brasileira é formada por uma grande parte de brasileiros-japoneses, o que levanta a curiosidade de fãs do esporte quanto a descendência dos atletas.  O primeiro nome é de origem Latina e o último nome japonês.  Como é o caso de Gabriel Asakura, o pitcher, ou em Português, o arremesador da seleção brasileira que vive atualmente em Los Angeles.

A chance de jogar na Califórnia veio para o atleta através da fisioterapeuta Denise Kano. Asakura aceitou o convite para treinar com o time do West LA College, e logo no primeiro jogo, o atleta enfrentou um dilemma: estava com a perna quebrada! Mesmo assim ele quis mostrar suas habilidades para o treinador Bob Grant. Com a ajuda de Gabriel a equipe  venceu a partida.

Sakura diz que aqui nos Estados Unidos, os atletas brasileiros de beisebol tem mais chances de uma carreira do que no Brasil, tanto no esporte quanto profissionalmente. Atualmente existem sete brasileiros atuando em campos de beisebol Americano.

“Além de aprimorar as técnicas,  os jogadores também tem a chance de estudar em universidades americanas através da bolsa esporte oferecida para atletas que se destacam no esporte”. O que aconteceu com o jovem atleta que se formou em Administração pela universidade Cal State LA.

Hoje, Gabriel além de continuar treinando com a equipe do West LA College sob a supervisão do treinador Grant, ele incentiva novos talentos como Mateus Vakuda e Yugo Kawai a trilharem um caminho parecido com o seu.  O atleta é um caso de sucesso e uma história de perseverança na comunidade brasileira.

 

Foto: Janete Weinstein/BDCiTV

Foto: Janete Weinstein/BDCiTV

 

HISTÓRIA

Nas colônias habitadas pelos imigrantes japoneses e seus descendentes, o beisebol era praticado nos dias de folga usando luvas que dificilmente se separavam de seus donos. Os bastões eram fabricados de maneira artesanal, e a partida podia ser disputada em qualquer campinho ao ar livre, quadra de esportes ou mesmo num campo de futebol. A partir da segunda metade da década de 30 — fim de uma época em que o número de imigrantes cresceu a olhos vistos —, passou a ser realizado o “Grande Torneio Nacional de Beisebol”, um campeonato onde os times das diferentes colônias se enfrentavam entre si.

Quando a equipe de beisebol da Universidade de Waseda veio ao Brasil em 1958, por ocasião do cinqüentenário da imigração japonesa, nenhuma equipe local venceu uma única partida, mas o aprimoramento das técnicas usadas no esporte acabou dando origem a jogadores populares como Henrique Shigeo Tamaki, lançador do Hiroshima Carp.

O nosso tão querido futebol estava até há pouco tempo  na 18ª colocação na lista da Fifa,  a pior da história da seleção pentacampeã mundial e melhorou após conquistar a Copa das Confederações. Já o beisebol, literalmente sem dinheiro, e sem nenhum apelo popular do país verde amarelo também ocupa essa mesma posição no seu respectivo ranking.

 

 

 

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