Wet-A-Line é acusada de exploração sexual no Brasil

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MANAUS, BRASIL (BDCi) –Empresa americana de pescaria está sendo acusada de viagens de exploração sexual no Brasil.

O Ministério da Justiça abriu um inquérito criminal para investigar expedições de pescaria na Amazônia que tem sido usadas para encobrir Americanos que na verdade vem ao país para ter sexo com menores indígenas na Amazônia.

A investigação e mais duas ações – um inquérito criminal no Brazil e uma ação judicial feita na corte da Georgia – poderiam dar uma nova cara aos negócios da indústria multimilionária de turismo sexual, que tem crescido muito no Brasil.

No mês passado, foi dada entrada a uma ação judical feita por quatro brasileiras que alegaram terem sido forçadas a trabalhar como prostitutas, ainda quando menores de idade, para Americanos que faziam expedições de pescarias na Amazônia comandadas por execuutivos da região de Atlanta.

Segundo o NY Times, uma das mulheres disse que ela tinha apenas 12 anos na época em que foi abusada.

O alvo dessas reclamações é Richard Schair, que trabalhou na agência de viagens Wet-A-Tour até 2009. Traduções de documentos brasileiros mostram que ele está sendo acusado de exploração sexual contra menores.

Schair nega as acusações e entrou com uma ação a seu próprio favor, na Quinta-feira passada.

A empresa de advocacia “King & Spalding” entrou com a ação judicial na corte do norte da Georgia, a qual foi coordenada pelo grupo de direitos humanos “Equality Now”.

John Harbin, advogado que entrou com a petição, disse que “com essa ação judicial, esperamos colocar os holofotes sobre condutas desse gênero, mostrar os danos causados às vítimas e fazer justiça”.

“Equality Now” é uma organização internacional dos direitos humanos que trabalha para proteger e promover os direitos das mulheres e meninas no mundo inteiro.

De acordo com estimativas da UNICEF, cerca de 250 mil crianças são forçadas a entrar na indústria do comércio sexual no Brasil. Número que é o segundo maior depois da Tailândia e o primeiro destino do turismo sexual.

Por: Ana Paula Silvani e Adrianna Lobo
Fonte: NY Times & Bloomberg
10 de Julho de 2011
2:30 p.m. PDT

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